- Vulnerabilidades do WEP
O protocolo WEP, é incorporado como uma parte do 802.11b. A implementação do protocolo WEP, que utiliza-se da criptografia RC4, possui algumas vulnerabilidades. Devidas à forma de implementação utilizada.
- Funcionamento do RC4 no WEP
A criptografia RC4 é simétrica, ou seja, a mesma chave utilizada para a criptografia também é utilizada para a descriptografia. Além disso, este padrão criptográfico utiliza uma cifra conhecida como Stream Cipher que faz com que cada mensagem seja criptografada com uma chave diferente. Isto é possível, pois é inserido um elemento adicional à chave criptográfica.
Quanto uma mensagem é passada pelo algoritmo RC4, existem duas porções de informação que são inseridas no processo de criptografia. Uma é a palavra chave e a outra é um valor randômico conhecido como vetor de iniciação (IV). Este vetor que da a característica de Stream Cipher ao algoritmo.
O grande problema da implementação deste algoritmo nas redes sem fio é o tamanho utilizado tanto para as chaves criptográficas quanto para o vetor de iniciação. Este apresenta uma vulnerabilidade conhecida como colisão de vetor de iniciação.
11 Maiores informações sobre o algoritmo RC4 podem ser obtidas na própria RSA. Para detalhes de como se comunicar com a RSA contacte o IEEE Standards Departament of Intelectual Property Rights Administrator em http://www.ieee.org
29 Análise de Vulnerabilidades e Ataques Inerentes a Redes Sem Fio 802.11x
O protocolo WEP utiliza 40 ou 104 bits12 para a palavra chave e 24 bits para o vetor de iniciação. Perfazendo um total de 64 ou 128 bits. Com isso teríamos uma chave de 5 ou 13 caracteres para a palavra secreta e 3 caracteres para o vetor de iniciação.
Com 24 bits o vetor de iniciação pode possuir 224 ou 16.777.216 números diferentes, os quais são escolhidos aleatoriamente. Em tese a probabilidade de se encontrar uma mensagem criptografada com o mesmo IV é de uma em 16.777.216. No entanto, por ser um número randomicamente gerado, na prática é possível encontrar uma colisão de IV em aproximadamente 5.000 pacotes trocados. O que corresponde a um tráfego de 7 a 10 MB. [PF02]
É provado que a partir de uma colisão de IV, levando-se em conta características mantidas de um pacote a outro. É perfeitamente cabível um ataque por análise de freqüência [PF02].
Como será ilustrado adiante já existem programas capazes de explorar esta vulnerabilidade.
- Vulnerabilidades nas formas de autenticação
Os access points como mostrado no capítulo anterior, podem permitir a autenticação aberta. Este tipo de autenticação permite que qualquer dispositivo que saiba qual o SSID da WLAN em questão possa se associar.
Apesar de garantir a facilidade de conexão entre um cliente e um access point, esta forma de autenticação faz com que seja feito o broadcast da conexão guiada na rede sem fio. Em outras palavras, seria como colocar um hub em um local público, onde qualquer pessoa pode se conectar livremente.
Além disso, a forma de autenticação provida no caso de autenticação por chave compartilhada, não suporta autenticação mútua. Visto que a autenticação no protocolo ocorre através das chaves WEP. Que são únicas para todos os clientes e não autenticam os access points.
- Beacon Frames
Devidamente especificado no protocolo 802.11. Um beacon frame é um frame de sinalização e sincronismo, além de enviar informações importantes a respeito do funcionamento da rede sem fio em questão.
Access points a princípio são configurados de maneira a enviar beacon frames no canal em que atuam, bem como no canal subsequente e antecessor. Um exemplo de beacon frame pode ser observado no anexo A.
- Apesar de não ser explicitamente especificada no padrão 802.11b, a criptografia de 104 bits é utilizada na grande maioria dos dispositivos.
30 Análise de Vulnerabilidades e Ataques Inerentes a Redes Sem Fio 802.11x
A presença destes pacotes pode indicar que rogue access points [Air00] estejam ligados à rede. Estes access points são instalados sem a autorização e na maioria das vezes representa um grande risco de segurança a rede da instituição.
- Riscos Internos
Neste primeiro grupo são incluídas as vulnerabilidades das redes sem fio que ocorrem devido à má configuração de dispositivos, configurações inseguras e associação acidental. Nos riscos internos não ocorre a ação direta de um atacante para expor a vulnerabilidade.
- Rogue WLANs
Chamadas de WLANs grampeáveis, são instaladas na maioria das vezes sem o consentimento da instituição, portanto não seguindo a política de segurança.Além disso, estas costumam ser instaladas por pessoas sem a capacidade técnica necessária para configurar os dispositivos. Fazendo com que estes enviem seu SSID em broadcast, não utilizam criptografia WEP e não levam em conta a área de cobertura da instituição, podendo assim expor esta rede a ataques advindos de locais externos a esta.
De acordo com a Gartner (http://www.gartner.com) em 2001 pelo menos 20 por cento das empresas possuíam WLANs grampeáveis. Estas redes podem ser facilmente escondidas da rede guiada com a duplicação do endereço MAC da máquina anteriormente ligada àquele ponto. Conseguindo desta forma transpassar firewalls que fazem filtragem por endereçamento MAC.
- Configurações Inseguras
Muitas instituição aumentam o nível de segurança de suas WLANs com a utilização de VPNs e erroneamente acreditam que esta se torna à prova de invasões. Deixando de lado as configurações de segurança dos dispositivos da rede sem fio.Entretanto, um hacker mais experiente, ao invés de tentar quebrar a VPN, acaba atacando os dispositivos para redes sem fio como, por exemplo, um acess point ou um cliente. [Air00]
As configurações inseguras, que costumam ser mantidas no caso anterior, podem ser comparadas a uma casa com portas de aço e paredes de vidro. Bruce Scheneier define a segurança como uma corrente, a qual é tão forte quanto seu elo mais fraco. Portanto, esta rede continua insegura.
Para minimizar o impacto das configurações inseguras, seria necessário modificar as configurações padrão de SSID, broadcast de SSID, criptografia fraca do WEP, por configurações mais robustas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário